Horário
programado para a saída: 7:00h e que foi cumprido à risca pelos pelos
parceiros. Ressaltamos e agradecemos à D.Cleia, proprietária do hotel Lickana, que providenciou na noite anterior
um pequeno " desayuno" , deixado em nossos dormitórios.Tal fato nos
deixou aliviados, já que o desjejum programado seria após a passagem pelo Paso
de Jama, que se daria lá pelas 10:00h ou mais tarde, na melhor das hipóteses.
Com o dia
amanhecendo - o nascer do sol no Deserto dá-se às 7:45 - iniciamos a subida da
cordilheira com imagens que dificilmente serão apagadas de nossas memórias:
Vulcão Licancabur à nossa esquerda, Parque nacional dos Flamingos, picos
nevados em toda a nossa volta, estrada perfeita e curvas melhores ainda, o GPS
da moto indicando a nossa altitude e chegando a 4800m e aí......" o bicho
pegou".O painel da " poderosa" começou a indicar a temperatura
de 3°C e com um pisca-pisca intermitente chegou a -7°C e isto a 100km do Paso
de Jama e a 4300m de altitude.
Apesar de ter substituído minhas luvas pelas de
chuva, impermeáveis e, acredito mais isolantes, tal providencia não resolveu
plenamente o problema. Pela experiência passada na nossa ida, completamos nosso
aparato para o frio com minhocões e segunda pele debaixo das nossas roupas de
cordura e deixamos de lado o mais importante: nossas mãos, que começaram a
congelar, formigar, travar......etc. Nem o aquecedor de manoplas, acionado na
sua máxima eficiência resolveu o problema, o qual foi amenizado quando coloquei,
alternadamente, as mãos nas cabeças dos pistões da poderosa.
Parar, nem
pensar, pois pelos intercomunicadores nossos dois amigos relatavam que estavam
com os mesmos problemas e o Marcelo, pior ainda, pois a KTM não dispunha do
aquecedor de manoplas.
Chegamos às
instalações aduaneiras cujo processo de saída do Chile e entrada na Argentina
foi rápido, talvez porque nossa entrada tivesse sido por este mesmo lugar, e o
Marcelo devidamente atendido pela enfermaria chilena, pois estava com muito
frio e suas mãos congeladas. Nada que um bom chá quente, cobertas e oxigênio
resolvesse e, em menos de 1/2 hora já estávamos abastecendo as motos e o
estomago no posto YPF anexo.
Assim sendo, partimos rapidamente para a travessia
do Salar de Olaroz e a descida pela Cuesta del Lipan, novamente com paisagens
fantásticas.
Nossa
intenção era chegar rapidamente em Salta, pois queríamos continuar nossa
exploração por essa cidade fantástica, e por isso nos hospedamos no mesmo hotel quando da nossa vinda, pois
sua localização central possibilitaria nossos passeios pela cidade, e assim
foi.
Seis da manhã: as meninas prontas....
Após o amanhecer, animados
Imagens.....
inesquecíveis....
pouco frio....-2
Subindo....subindo!!!
Adeus Vulcão sem tampa...
maquinas e paisagens deslumbrantes..
Chegamos a -5 e estancou a -7...sem registro.
A poderosa descansando em Jama.
Marcelo já refeito e pronto.
Pra todo mundo acreditar....
Companheiros em todo o percurso.
Catedral de Salta.
Piso da Catedral de Salta: perfeita ilusão de ótica.
O Altar da Catedral é em ouro.
Selecionamos algumas imagens do final deste duro dia de Jornada, quando fizemos rapidamente o check-in no Hotel Luxor e saímos para curtir um pouco mais dessa magnifica cidade de Salta, capital da provincia. Novamente as imagens falam por si....
O Marcelo já totalmente refeito e na cor certa.....
Salta.......voltaremos.!!!!!