quarta-feira, 6 de maio de 2015

Décimo primeiro dia: Salta a Cafayate

Trecho previsto de aproximadamente 190km, baixo perto das nossas médias diárias de kilometragem, uma vez que pretendíamos curtir a famosa cidade dos vinhos e vinícolas - Cafayate. Logo após a saída de Salta, deparamo - nos com uma estrada em bom estado de conservação, cuja média de velocidade seria afetada pelos inúmeros vilarejos e pequenos povoados ao longo da rodovia, que se desenvolvia atraves de um belíssimo vale.
Com a proximidade do nosso objetivo, as paisagens foram se transformando, se tornando áridas e começamos a percorrer e vislumbrar vinhedos e acredito, edificações fantásticas que seriam as sedes desses tesouros guardados em tonéis de madeira.
Fizemos o check-in no Hotel Cerro de La Cruz e logo percorremos a pé as cinco quadras que nos separavam da praça central da cidade, que abrigava uma serie de restaurantes e cafés. Pela hora, 15:00h, estes já estavam encerrando suas atividades - habito local de fechamento por um periodo de quatro horas na parte da tarde - onde reabririam às 19:00h. Assim sendo,  encontramos uma cervejaria que não pactuava deste, ou seja não fechava para o almoço, e pacientemente aguardamos o horário de abertura dos restaurantes sorvendo uma excelente cerveja artesanal, o que não foi difícil.


 Catedral de Cafayate


 simples e ao mesmo tempo imponente


 Praça central de Cafayate


A galera estava com fome e encontramos na rua o unico restaurante que não fechou para o almoço; deliciosos pastelões assados com um perfeito queijo derretido dentro.

 Nossa parceira enquanto esperávamos os restaurantes abrirem


 A unica dose de alcool que o Marcelo tomou: sorvete de vinho tinto


 Excelente cerveja artesanal


 Apesar de não encontramos o nosso tão perseguido cordeiro assado em restaurantes chilenos e argentinos, neste nos regalamos: costeletas de cerdo ( carne de porco ) nota 1000.


  A sobremesa também, digna de uma foto


Restaurante Terruño: atendimento e comida de qualidade; se for a Cafayate, não deixe de saboreá-lo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Décimo dia: Voltando para casa - Adeus a San Pedro de Atacama


Horário programado para a saída: 7:00h e que foi cumprido à risca pelos pelos parceiros. Ressaltamos e agradecemos à D.Cleia, proprietária do hotel  Lickana, que providenciou na noite anterior um pequeno " desayuno" , deixado em nossos dormitórios.Tal fato nos deixou aliviados, já que o desjejum programado seria após a passagem pelo Paso de Jama, que se daria lá pelas 10:00h ou mais tarde, na melhor das hipóteses.

Com o dia amanhecendo - o nascer do sol no Deserto dá-se às 7:45 - iniciamos a subida da cordilheira com imagens que dificilmente serão apagadas de nossas memórias: Vulcão Licancabur à nossa esquerda, Parque nacional dos Flamingos, picos nevados em toda a nossa volta, estrada perfeita e curvas melhores ainda, o GPS da moto indicando a nossa altitude e chegando a 4800m e aí......" o bicho pegou".O painel da " poderosa" começou a indicar a temperatura de 3°C e com um pisca-pisca intermitente chegou a -7°C e isto a 100km do Paso de Jama e a 4300m de altitude.

 Apesar de ter substituído minhas luvas pelas de chuva, impermeáveis e, acredito mais isolantes, tal providencia não resolveu plenamente o problema. Pela experiência passada na nossa ida, completamos nosso aparato para o frio com minhocões e segunda pele debaixo das nossas roupas de cordura e deixamos de lado o mais importante: nossas mãos, que começaram a congelar, formigar, travar......etc. Nem o aquecedor de manoplas, acionado na sua máxima eficiência resolveu o problema, o qual foi amenizado quando coloquei, alternadamente, as mãos nas cabeças dos pistões da poderosa.

Parar, nem pensar, pois pelos intercomunicadores nossos dois amigos relatavam que estavam com os mesmos problemas e o Marcelo, pior ainda, pois a KTM não dispunha do aquecedor de manoplas.
Chegamos às instalações aduaneiras cujo processo de saída do Chile e entrada na Argentina foi rápido, talvez porque nossa entrada tivesse sido por este mesmo lugar, e o Marcelo  devidamente atendido pela enfermaria chilena, pois estava com muito frio e suas mãos congeladas. Nada que um bom chá quente, cobertas e oxigênio resolvesse e, em menos de 1/2 hora já estávamos abastecendo as motos e o estomago no posto YPF anexo.

 Assim sendo, partimos rapidamente para a travessia do Salar de Olaroz e a descida pela Cuesta del Lipan, novamente com paisagens fantásticas.

Nossa intenção era chegar rapidamente em Salta, pois queríamos continuar nossa exploração por essa cidade fantástica, e por isso nos hospedamos  no mesmo hotel quando da nossa vinda, pois sua localização central possibilitaria nossos passeios pela cidade, e assim foi.

 Seis da manhã: as meninas prontas....


 Após o amanhecer, animados


 Imagens.....


 inesquecíveis....


 pouco frio....-2


 Subindo....subindo!!!



 Adeus Vulcão sem tampa...


 maquinas e paisagens deslumbrantes..


 Chegamos a -5 e estancou a -7...sem registro.


 A poderosa descansando em Jama.


 Marcelo já refeito e pronto.


 Pra todo mundo acreditar....


 Companheiros em todo o percurso.


 Catedral de Salta.


 Piso da Catedral de Salta: perfeita ilusão de ótica.


O Altar da Catedral é em ouro.


Selecionamos algumas imagens do final deste duro dia de Jornada, quando fizemos rapidamente o check-in no Hotel Luxor e  saímos para curtir um pouco mais dessa magnifica cidade de Salta, capital da provincia. Novamente as imagens falam por si....








                                              O Marcelo já totalmente refeito e na cor certa.....





Salta.......voltaremos.!!!!!