terça-feira, 28 de abril de 2015

Sétimo, oitavo e nono dias: Passeios na região de San Pedro de Atacama

Depois de passear pela pitoresca San Pedro de Atacama, agendamos três tours que considero obrigatório por quem visita a região: Vale de La Luna, Salar de Tara e Geysers del Tatio.

O primeiro foi agendado para a tarde do sétimo dia, e cumprido à risca pelo Ricardo e Marcelo, uma vez que eu já conhecia este quando da minha última estada por aqui.


                                            Praça Principal de San Pedro de Atacama


                                                                  Comprinhas..........


Pedra del Coyote - Vale de La Luna


Vale da Morte 




No oitavo dia, cumprimos uma indicação do nosso amigo Ricardo da MotoAtacama, e visitamos por um dia o Salar de Tara, que foi indescritível.




                                                     Pedra do índio.......fantástico





                                               Empanadas na van, pois ninguém é de ferro


                                                    Vulcão Licancabur ( à esquerda )


                                                                 Las Catedrales






                                                    o grande lago do Salar de Tara


Cruzamento principal de San Pedro de Atacama



O hotel, depois de um belo ceviche



Por último, no nono dia estivemos, na parte da manha nos famosos geysers, onde as fotos novamente falam por si........


 Saímos às 5:00h da manhã e percorremos 73Km no meio do deserto, numa estrada sem pavimentação; curiosamente percebemos que a rolagem da van, salvo alguns locais ( fundos de vale e riachos  que cruzamos ) era praticamente como pavimento asfáltico. Vendo a estrada pelo parabrisa da van, notamos que o centro dela, aproximadamente 3m a 4m era bem úmido, o que facilitava a sua compactação pelo tráfego. Questionando o nosso guia, pois lá não chove, ele informou - nos que era adicionada uma certa quantidade de sal no greide da estrada e com isto, ela conservava a umidade - bem engenhoso.


                                                        Frio de -6ºC. Que delícia, né Ricardo.




                                                          Frio prá car.....amba!!!!!!!





Após às 10:00h, quando os geysers se acalmam em função do aumento da temperatura ambiente, a galera se aquece numa lagoa natural de água quente, abastecida por um lençol freático que aflora num dos cantos desta, com uma temperatura de aprox. 38ºC. O difícil é sair depois dela.








Sexto dia: Purmamarca a San Pedro de Atacama


Saindo do hotel com um certo atraso, começamos a subida da cordilheira. Paisagens indescritíveis juntamente com uma rodovia em bom estado, após aproximadamente 40km atingimos a altura de 4.500m. Pausa para fotos e uma parada no Salar Geral, onde tivemos a informação de que o posto em Jama tinha disponibilidade de gasolina.

Assim sendo, desistimos de abastecer em Susques e apertamos a marcha pois queríamos percorrer rapidamente os 230km que nos separava de Purmamarca ao Paso de Jama, uma vez que o nosso planejamento previa passar pela dupla aduana antes das 13:00h, o que ocorreu às 12:30h. Estacionamos no posto YPF ao lado, corremos para transferir a gasolina dos tanques auxiliares, abastecemos as motos e os estômagos, que por sinal mal completados pois a lanchonete do posto oferecia uma empanada e duas bolachas, as quais foram rapidamente confiscadas pelos três (esta "estacion de serviço"já foi melhor).

Às 13:00h demos entrada nos infindáveis guichês da aduana, e mesmo sendo os primeiros da "fila", nos custou uma hora e meia de carimbos, preenchimentos, vistos......"burrocracia geral". Livres dos burocratas, passamos pela maior altitude, 4850m e assim, com um frio cortante, onde a sensação térmica era elevada pelo vento fortíssimo, percorremos os 160km finais com um baixo rendimento, chegando em San Pedro de Atacama às 17:30h, na altitude de 2300m.

Curiosamente equipados com dois GPS de ultima geração e com uma pequena vila como é San Pedro para trafegar, demos três voltas pela cidade para encontrar o "bendito" posto para o abastecimento das motos. É que houveram mudanças no transito da cidade, com a proibição de trafego em algumas ruas, agravado também pela localização do tal,que é num beco sem saída e sem sinalização

Com o objetivo alcançado, nos dirigimos ao hotel Lickana, já reservado anteriormente em fevereiro, para o merecido descanso dos cavaleiros e seus "pingos" e já com um jantar agendado regado com um bom vinho chileno, afinal das contas, merecido pelo objetivo planejado alcançado.


                       Os tres "cavaleiros"no famoso pórtico da divisa entre  a Argentina e o Chile, local objeto de viagem de inúmeros motoaventureiros da América Latina.


                                 No altiplano, entre Purmamarca e Jama, a 4500m de altitude.



                                    Nosso parceiro Ricardo, curtindo a vida no Salar Geral


          Intermináveis retas, fantásticas paisagens, inesqueciveis lembranças que as fotos nos ajudam a eternizar.

Casa de Sal Salár de Olaroz


                                                            Casa de Sal Salár de Olaroz



                                         Esta estatua de sal já esteve em outro lugar do salar



             

           A atual estrada neste trecho do Salar estava em obras, com um aterro de aproximadamente 1,50m de altura e sem pavimentação.


             Aproveitamos a deixa e carimbamos com os nossos adesivos o portal da divisa Argentina-Chile, ao lado dos outros adesivos por nós fixados quando da nossa expedição ao Peru, no final de 2013. Ainda bem, pois a famosa placa abaixo foi substituida. O que não impediu a nossa chancela na nova placa.


                                                                    Adesivo colado.


                                              Nova placa: devidamente  assinada


                                                Estes aqui devem resistir a mais tempo


                                                   Ricardo atestando nossa assinatura



No meio da cordilheira


Vulcão Licancabur











quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quinto dia: Salta a Purmamarca

Trecho curto a ser percorrido, pois nosso planejamento contemplava nossa base em Purmamarca, com direito a uma visita  até  Humauaca, no período da tarde. Com o hotel já previamente reservado, chegamos no pequeno vilarejo de Purmamarca por volta das 12:00, depois de aproximadamente 140km.
Tal condição dava-nos a vantagem de estar a 230km do Paso de Jama e no sopé da Cordilheira, onde queríamos estar antes das 12:00h, pois sabíamos da burocracia da dupla aduana em Jama, e do frio e fortes ventos a partir das 14:00 nesta altitude e local da  Cordilheira.

Seguindo a orientação do nosso amigo "enciclopédia" Wlamir Panko, após o check-in no hotel, fomos abastecer as "meninas" em Tilcara, distante 23km de Purmamarca na direção norte, onde alem de completarmos os tanques das motos, ainda enchemos os reservatórios auxiliares, pois desconhecíamos a disponibilidade de gasolina em Susques e Jama.
Retornamos a Purmamarca para lanches, cambio e providenciar as famosas folhas de coca, remédio natural contra o mal
das alturas, pois quando da nossa ultima passagem por aqui a caminho do Peru (www.4guysmachupicchu.blogspot.com)
essa atitude se mostrou acertada.

Partimos às 15:30h para Humauaca, aldeia indígena onde, depois de muitas fotos retornamos ao hotel para arrumarmos
as tralhas para o dia seguinte,  gopro (cargas nas baterias e instalação nos capacetes), e banhos, onde o Marcelo e o Ricardo os fizeram na agua fria, pois ocorreu um problema no sistema de aquecimento, que só foi resolvido no dia seguinte, logo pela manhã.